terça-feira, 26 de junho de 2012

Testemunha diz que G8 é suspeita em cidade paulista

Rogério e Silva, cidadão de São Bernardo do Campo depôs hoje (25/6) na CEI da Educação e apresentou documentos contra empresa paulista

Membros da Comissão ouvem mais uma testemunha
O cidadão Rogério e Silva, de São Bernardo do Campo (SP), cidade sede da empresa G8, vencedora da licitação para fornecimento de uniformes escolares em Londrina, afirmou hoje (25/6), que esta mesma empresa participou de processo semelhante em sua cidade e também apresentou várias atitudes suspeitas, inclusive documentais. Rogério prestou depoimento por cerca de duas horas para os integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI da Educação) da Câmara de Vereadores, que investiga supostas irregularidades da Prefeitura de Londrina na compra de uniformes escolares pela modalidade de licitação-carona como também na aquisição de livros didáticos da coleção Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira e Indígena.  

Durante entrevista coletiva à imprensa, Rogério e Silva disse que fez parte do Conselho Escolar de sua cidade e que a empresa G8, à época com outro nome, chegou a oferecer propina para ele e membros do Conselho. O fato foi denunciado ao Ministério Público Paulista já no ano de 2005. Ele trouxe vários documentos provando que a empresa participa de licitações em vários estados brasileiros e não possui nenhuma fábrica de material escolar. Segundo ele, em São Bernardo do Campo, chegou a aparecer uniforme escolar com a inscrição Made in China.

Rogério e Silva afirmou ainda que contribuiu com a CEI da Educação no sentido de esclarecer a forma de operação da empresa G8, especialista em ganhar licitações suspeitas. “Esta empresa, de propriedade do senhor Marcos Divino Ramos começou fornecendo laboratórios de informática para as escolas de São José do Rio Preto, também em São Paulo, com o nome de Ramos Comércio de Informática. Depois passou a vender uniformes e ganhou outras denominações até virar G8. O mais estranho é que ela não fabrica nada, só vende”, afirmou Silva.

Para o presidente da CEI, vereador Professor Rony Alves (PTB), tudo que envolve a empresa G8 está aparecendo de forma muito confusa, levantando mais dúvidas o que leva à necessidade de mais esclarecimentos. “Vamos consultar a lei de licitações para checar se uma empresa pode oferecer produto para a prefeitura que sequer ela fabrica ou não comprova a sua procedência. Além disso, o senhor Rogério trouxe a informação de que a empresa foi proibida de comercializar na cidade paranaense de São José dos Pinhais, fato que será checado pela comissão”, garantiu o presidente.

Rony Alves informou que está aguardando a decisão judicial, solicitada pela CEI, para que José Lemes, conhecido como representante da empresa G8 em Apucarana, compareça para prestar depoimento. De acordo com o presidente, apenas após ouvir José Lemes é que a Comissão vai decidir sobre a necessidade ou não de fazer uma acareação entre os ex-secretários Marco Cito e Karin Sabec. “Um jogou 90% da responsabilidade sobre as costas do outro. Por isso podemos até optar por esta acareação”, disse o presidente da CEI.

Integram a CEI da Educação da Câmara de Vereadores de Londrina os vereadores Professor Rony Alves (PTB), presidente; Joel Garcia (PP), relator e Padre Roque (PR), membro. (Foto: Devanir Parra)

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